domingo, 23 de outubro de 2011

AS RELAÇÕES SOCIAIS NA ESCOLA: PROFESSOR, ALUNO E FAMÍLIA



Daiane Brandão de Oliveira*
Nina Maria Mello Sampaio**
Talyta Nathana da Costa Veras***

RESUMO


No processo ensino-aprendizagem, há inúmeras formas de aprender e ensinar com respeito, atenção e reciprocidade das partes. Mas na educação contemporânea, os obstáculos parecem ser mais visíveis e a dificuldade nesse processo é consequência de um desequilíbrio de poderes na sala de aula e da falta de educação no ambiente familiar. É inevitável o convívio professor-aluno-família, e cada um interfere de maneira importante na atuação do outro. É importante ressaltar que a família é o núcleo de formação do indivíduo, nela recebe-se valores e princípios que são essenciais na conduta do aluno em sala de aula. A relação social no ambiente escolar depende de direitos e deveres de todas as partes, e cabe a cada um saber até onde prevalece suas imposições. O professor que não respeita o aluno ou o aluno que não respeita o professor, não pode se achar no direito de agredi-lo verbal ou fisicamente, e com isso, acaba gerando um caos que está tornando a educação não mais a formação de cidadãos e sim em descontroles absurdos em salas de aulas. Esta relação social entre educador e educando, deve haver liberdades e limites de ambos, prevalecendo o respeito e a educação acima de tudo, afinal dentro de uma sala de aula todos estão aptos a ensinar e a aprender através de suas experiências. O objetivo é apresentar uma análise crítica e compreensiva sobre o comportamento e as transformações ocorridas dentro do espaço escolar.

Palavras-chave: ensino-aprendizagem, professor, aluno, família.

____________________
* Acadêmica do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Universidade Estadual do Piauí – UESPI – Campus Alexandre Alves de Oliveira.
** Acadêmica do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí – UESPI – Campus Alexandre Alves de Oliveira.
*** Acadêmica do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Universidade Estadual do Piauí – UESPI – Campus Alexandre Alves de Oliveira.

INTRODUÇÃO

Acreditamos que a educação constrói o seu papel fundamental que é o de formar valores, socializar e de trilhar um caminho pacífico e de conquistas para os seus educandos e educadores. Na escola, onde passamos grande parte da formação educacional, aprendemos ou deveríamos aprender a compartilhar conhecimentos, a dividir brinquedos ou brincadeiras, a pesquisar, a falar, a ouvir, a respeitar e compreender. Devemos considerar que o sistema do processo educacional está inserido dentro de um sistema maior, e que os problemas morais e éticos manifestados na família e dentro da escola enquanto instituição é na realidade reflexos do que está ocorrendo ao seu redor.

Quando se fala da relação social entre professor e aluno, logo lembramos da violência física e verbal que se tornou uma constante em nossas escolas, temos um lado onde todos são vítimas. O professor é vítima porque recebe xingamentos, agressões e muita ameaça. Alguns professores até abandonam a escola por receberem ameaças contra a própria família. Encontramos também danos ao patrimônio do professor, riscar carros, furar pneus, etc. Então, se fala que o clima escolar, hoje, é muito ruim. Encontramos também alunos que são xingados, desrespeitados, alunos que sofrem agressão verbal e outros que sofrem violência simbólica. Ouvimos comentários de alunos nos quais foi reforçada a sua baixa auto-estima: “sai da sala, você nunca vai aprender”, “você não vai ser nada”, “deixa a escola, você vai ser um carroceiro”, “nem pense em fazer vestibular um dia, você nunca vai entrar em uma universidade”, etc. Quem é o culpado? Na verdade todos são culpados e todos são vítimas. Estão em uma situação tão complicada que nem os professores conseguem ensinar direito e nem os alunos conseguem aprender. E assim fica muito difícil dá continuidade e pensar em uma qualidade de ensino.

Na família, se constroem os vínculos afetivos, psicológicos, morais, espirituais que serão base da vida de uma pessoa. Tudo o que é bom e mal começa na família e é dentro de casa que surge a cidadania. O pouco caso, a negligência e o abandono, somados à agressão verbal e a surra são os ingredientes para que não haja respeito. Professores culpam a família “desestruturada”, que não impõe limites nem se interessa pela educação. Os pais por sua vez, acusam a escola de negligente, quando não tacham o próprio filho de irresponsável. Nessa briga, nada saudável, a única vítima é o aluno. Escola e família têm os mesmos objetivos: fazer o aluno se desenvolver em todos os aspectos e ter sucesso na aprendizagem. A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completam.


AS RELAÇÕES SOCIAIS NA ESCOLA: PROFESSOR, ALUNO E FAMÍLIA

O cotidiano da escola implica uma série de relações: professor/aluno, professor/pais, professor/professor, professor/diretor etc. Quando as coisas correm bem, não nos damos conta da complexidade envolvida nessas relações. Sempre ocorrem problemas no terreno das relações humanas. Conflitos, desencontros, choques de interesses, rivalidades, disputas estão freqüentemente presentes e nos vemos às voltas com situações que atrapalham o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Para Weber, “Uma conduta plural, reciprocamente orientada, dotada de conteúdos significativos que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de um certo modo é denominada relação social.” ( 1900, p. 117).

A relação social consiste em uma conduta de várias pessoas agindo em benefício de um objetivo, na qual a reciprocidade é essencial para haver o sucesso. Uma boa relação social na escola é de fundamental importância para atingir seus principais objetivos. Trabalhando em conjunto, orientando-se uns aos outros e com uma meta específica, todos que dela fazem parte são capazes de mudar qualquer realidade, como também melhorar a educação.

O caráter recíproco da relação social não significa uma atuação do mesmo tipo por parte de cada um dos agentes envolvidos. Apenas quer dizer que uns e outros partilham a compreensão do sentido das ações, todos sabem do que se trata, mesmo que não haja correspondência. (WEBER, 1911, p. 108).

Ou seja, o professor pode está se esforçando para dá uma boa aula para a turma, porém alguns alunos ignoram com atitudes de desrespeito e bagunça, como também pode haver alunos totalmente interessados em aprender, mas o professor pode apresentar comportamentos de agressividade e falta de interesse para com a turma.

Em virtude dos muitos anos de uma educação meramente conteudista, a escola de hoje enfrenta o dilema de conjugar competência cognitiva com formação de valores éticos. Em sua essência, é tomar para si esse desafio atual e trabalhar o tema de valores, na intenção de procurar, tanto nas questões práticas do cotidiano quanto no confronto com a realidade social excludente, desenvolvendo o senso de respeito, justiça, solidariedade e responsabilidade social. Acredita-se que a aproximação da família com a escola seja pré-requisito indispensável nesse processo, posto que a formação de valores se origina e se consolida verdadeiramente na família. (ARAÚJO, 2009)

As escolas apresentam vários problemas. Há o problema da qualidade de ensino, da evasão, da repetência e do abandono (no sentido dos alunos que entram e saem da sala de aula, sem interesse). Da parte dos professores tem-se um ser humano com duplo sentimento. Por mais que tenha uma atitude crítica no que diz respeito ao salário e também as condições em sala de aula, os professores sempre tiveram uma mobilidade social. Por maior que seja o problema, a esperança de mudar o cenário educativo é sempre o maior alvo para a maioria dos educadores.

De um lado o professor precisa entrar em sala de aula preparado para um possível desinteresse da turma usando de certas maneiras que possam chamar a atenção para o conteúdo. Ele deve ser está aberto às indagações, curiosidades, às perguntas e até para os olhares inquietos daqueles tímidos e inibidos, que mesmo não perguntando, demonstram no olhar quando sentem dúvidas ou não conseguem compreender o assunto. Por outro lado, o aluno precisa ir para a escola consciente do motivo de estar lá, é preciso ser dedicado, interessado, prestar atenção e, principalmente, saber diferenciar a hora de brincar e a de estudar. (SOUSA, 2007)

No ambiente educacional, é preciso ter o esforço de todos que fazem parte, para se obter o sucesso. Inclusive da família, que mesmo não estando na escola em si, tem seu papel fundamental junto a ela. É na família onde se começa a verdadeira educação, nos costumes, na maneira de ver o próximo, no modo de ser e agir. O que ocorre dentro da escola é o reflexo do comportamento do aluno em casa. A falta de atenção dos familiares, casos de agressividade, de preconceito, de superioridade, até mesmo alcoolismo ou outras doenças no ambiente familiar, afeta consideravelmente o desempenho na educação. Daí vem a grande importância da parceria da família com a escola, é fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. O ideal seria traçar as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos capazes de enfrentar as situações que surgem na sociedade. Criando uma harmonia nesses dois ramos essenciais na vida do aluno, dentro da sala ele terá atitudes admiráveis, e consequentemente perante a sociedade também.

O professor/educador, é uma das pessoas mais importantes na vida de qualquer indivíduo, é capaz de deixar marcas inesquecíveis na vida do seu aluno. Sejam elas boas ou más. O educador que é capaz de entender, compreender, e além de tudo aprender com o educando, tem dentro de si a verdadeira essência da educação. Mas a verdade é que a educação é uma constante busca, tanto do educador que precisa aprender sempre novos ou melhores métodos de ensino, quanto os educandos que precisam aprender e pesquisar sobre o que querem internalizar. Contudo, tem de haver uma troca, pois dentro de uma sala de aula todos são capazes de aprender e ensinar. O professor ensina com seus métodos, sua didática, ensina todo o seu conhecimento aprofundado naquilo que leciona, mas é capaz de aprender coisas novas a cada dia. O aluno que é atento no assunto, que está ali naturalmente para aprender, se torna um educador também na troca de suas experiências com o professor, fatos que ocorrem no dia-a-dia ligados ao assunto e até mesmo quando se aprofunda e se interessa mais naquilo que está sendo explicado. Na troca de idéias, de conhecimentos, todos são capazes no ambiente escolar. (MEIRELES, 2006)

O professor não pode ser o dono da verdade, nem tampouco autoritário com falsos moralismos. Não deve ter mais espaço para atitudes desse nível no processo de ensino-aprendizagem. Professores com atitudes arrogantes, superiores e discrimantes, deixam marcas e traumas ao aluno que afetam seu psicológico, prejudicando assim sua formação. Já os professores com atitudes compreensivas, pacientes, que são capazes de compreender que todos estão ali para ensinar e aprender, que ouve o aluno com atenção, que espera o que ele tem a dizer, que dá um espaço para aquele aluno intervir e até ajudar na explicação das aulas sem perder a sua verdadeira autoridade, que é a de saber colocar limites quando necessário e manter a sala em ordem, este professor, deixa uma marca positiva para sempre na vida e nos conhecimentos de seus alunos. São atitudes que mudam até mesmo histórias de vida. Um educador que dá aquela palavra de incentivo, aquela força, aquele empurrãozinho quando necessário, não tem noção do quanto pode mudar para melhor a formação educacional do seu aluno.

No entanto, é preciso ter consciência de que mesmo uma escola ou um ambiente de sala de aula com todos os fatores positivos, de pouco vale, se o ambiente familiar não contribuir. Um completa o outro e juntos constituem a verdadeira cidadania. É fundamental o acompanhamento da família como base da educação. Um aluno que tem suas horas de estudo, seu cantinho reservado na sua casa, os pais dispostos a ajudar nas dificuldades e com tempo para seus filhos, em uma casa sem brigas ou discussões, sem agressões e tantos outros fatores negativos, este será um aluno com todas as condições favoráveis para um bom rendimento na escola. Do mesmo jeito, um aluno com estas condições contrárias, consequentemente não terá condições favoráveis e isso refletirá na sua educação e conduta perante a sociedade. A família sempre é a base para tudo, e na educação nunca foi diferente. Um elo formado por ela e a escola, se torna peças chaves para a formação de verdadeiros cidadãos. As reuniões com pais e professores, nem sempre tem tanta importância assim para os familiares, que acabam achando que nada adiantará indo para essas reuniões muitas vezes chamadas de bobas. Mas a verdade é que nelas são discutido e discorrido todo o acompanhamento dos filhos, e isso tem um valor imensurável nas suas condutas dentro da escola. Sejam por meio de notas, de comportamento ou de atitudes, o aluno sempre refletirá os problemas e as dificuldades que está enfrentando. O único modo de saber e tomar providência é acompanhando o filho de perto, é preciso entender o que está se passando com ele em cada fase da sua vida. Inclusive ir à simples apresentações na escola, ver de perto com carinho os desenhos, as tarefas e trabalhos, por mais que pareçam ser insignificantes, tem um valor e um sentido que faz toda diferença na vida enquanto alunos e reflete no seu rendimento.

Uma relação social pode ser também efêmera ou durável, isto é, pode ser interrompida, ser ou não persistente e mesmo mudar radicalmente de sentido durante o seu curso, passando, por exemplo, de amistosa a hostil, de desinteressada a solidária. (WEBER, 1907, p. 170-171).

Ou seja, o objetivo principal é mudar o foco da violência dentro da escola e começar a educar para a paz, que é um dos grandes desafios de nossa sociedade, pois vivemos em uma cultura individualista. Neste contexto, valores como solidariedade, tolerância, respeito às diferenças, generosidade e humildade estão cada vez mais distantes do mundo da escola, do aluno e da família. Esses aspectos vêm se refletindo cada vez mais em agressividade no ambiente escolar, casos absurdos ocorrendo todos os dias, em que professores mentalmente cansados da falta de interesse dos alunos se exaltam em sala, provocando uma situação tensa levada ao extremo. Do mesmo modo, alunos com falta de incentivo e já com uma formação desequilibrada vinda de casa e inclusive também com a falta de boas estruturas dentro da escola, se tornam desanimados com a própria educação, causando transtornos descontados nas salas de aula, agredindo professores, colegas e com vandalismos desnecessários.

Evidentemente, a família transmite os princípios básicos de socialização, de convivência e de tolerância. Mas, na nossa sociedade, a família mudou de figura. Aquela família presente, que dialogava, não é mais assim. Isto é entregue para a escola como instituição social, principalmente porque ela tem uma dupla responsabilidade. Além de educar e de socializar, é o lugar onde os jovens vão receber os princípios de cidadania. É onde o jovem fica mais tempo durante o dia, quando está dentro da escola. Se a escola não conseguir mostrar que é protetora, se não inspirar confiança, se a criança e o jovem não sentirem que podem contar com ela, não terão outro espaço de socialização.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em primeiro lugar é preciso criar um espaço para discutir essas questões entre educadores, alunos e família. A escola tem que abrir processos de diálogo com os alunos, com a família, com os professores e entre eles. Tem que existir um clima mais democrático para que se possa, em conjunto, pensar em resolver situações tão fortes como temos hoje em dia.

E quanto à relação professor-aluno, o professor tem que impor respeito e respeitar o que a turma tem pra ensinar também. É preciso se dar conta de que a questão da violência tem que ser trabalhada diariamente e permear todas as atividades realizadas na escola. Evidentemente o respeito pelo outro é determinante para um comportamento ético, de tolerância e de responsabilidade coletiva. Esses valores devem ser ensinados pela família, em que os limites do próprio espaço terminam no começo do espaço do outro; em que a liberdade individual e a própria felicidade se conquistam com condutas éticas e não tentando levar vantagem em tudo. Estamos em um período de muitos direitos, mas devemos lembrar que temos inúmeros deveres também, como pais, alunos, educadores e cidadãos.

REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS


MARX, Karl; DURKHEIM, Émile ; WEBER, Max. Um Toque de Clássicos. 2ª edição revista e ampliada 1ª reimpressão. Belo Horizonte: UFMG, 2003.

JORNAL MUNDO JOVEM: Relacionamento na Sala de Aula. 2006
JORNAL MUNDO JOVEM: Os tempos mudaram e a escola. 2009
WEBER, Max. Ciência como vocação. In: _____. Metodologia das ciências sociais.

Parte II. São Paulo: Cortez; Campinas: Ed.UNICAMP, 1993.

WEBER, Max. A objetividade do conhecimento nas ciências sociais [1904]. In: Weber Max: Sociologia. (Gabriel Cohn org.). São Paulo : Ática, 1982.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SABEDORIA DE UMA ESPOSA ESPERTA...

Esta é uma boa historia para fazer uma pessoa pensar sobre o casamento. Sabe aqueles dias em que você acorda e acha que tudo vai dar certo, o mundo é perfeito e a vida é linda...!?

Pois bem, algumas pessoas até parecem viver sempre dessa maneira. Comigo não seria diferente, isso se eu vivesse sozinha. Mas o trabalho, o marido, os filhos...

Do meu jeito de encarar a vida, acho que todos deveriam viver sempre em harmonia, quer dizer, se cada um fizesse sua parte isso seria possível.

Agora mesmo estou pensando como é ser mulher que trabalha fora, cuida da casa, dos filhos, do marido, como eu, que saio às vezes de manhã e somente a tarde é que retorno, e encontro o “tsunami” diário que devasta minha casa: cadeiras fora do lugar, meias espalhadas, cuecas pelos cantos, a pia atopetada até o teto...! As reações são as mais diferentes: umas brigam, outras choram, outras reclamam e algumas, como eu, ficam quietas – até mais caladas ainda do que já são – para desespero dos maridos.

Mas eles também têm as mais diversas reações: alguns dão as costas, outros se fazem de morto ou lembram de algum compromisso inadiável. No meu caso, em reconhecimento pela esposa que “sou”, o meu, que é muito observador e quer retribuir a gentileza prestada a ele, sai desembestado, atirando pra todo lado: leva o aspirador pra consertar, recolhe as cuecas e meias, lava a louça, enfim, procura fazer tudo o que não tivera tempo até o momento.

Pensa, assim, evitar muitos aborrecimentos. Só não sei se esses aborrecimentos são piores pra ele ou pra mim!

E aí, sim, me sinto “naqueles dias”!!!

Crônica elaborada por Elivane

Revisão:

Gislândia

Irani

Maria do Carmo

Maria Helena

Tania

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSOR EM LÍNGUA PORTUGUESA E A MUDANÇA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Maria do Carmo Lima Fontenele [1]

mdcfontenele@gmail.com

RESUMO

O sistema educacional prevê que para o ingresso no magistério é necessário a aquisição de um conhecimento profissional básico, que deverá fornecer bases para construir um conhecimento pedagógico especializado. A formação inicial constitui o início de todo um processo que exige do professor uma mobilidade constante para a atualização/formação, que se norteia pela relação dialógica ação-reflexão-ação. O professor das séries iniciais, inevitavelmente é professor de Língua Portuguesa; aquele que além de alfabetizar, tem de trabalhar numa perspectiva de induzir o aluno à leitura da realidade. Desta forma, este trabalho tem como objetivo investigar se a formação continuada em Língua Portuguesa contribui para uma mudança na prática pedagógica das professoras. Pretende-se abordar através de aportes teóricos algumas questões voltadas à formação de professores na área citada, tais como: a formação inicial e a proposta curricular, a formação continuada e a prática reflexiva do professor como eixo de uma mudança na práxis.

PALAVRAS-CHAVES: Formação Continuada. Professor. Prática Pedagógica. Mudança. Reflexão.

INTRODUÇÃO

Com as profundas transformações desencadeadas pela tecnologia da informação, a sociedade, chamada sociedade do conhecimento também pressiona o profissional, seja ele qual for, a acompanhar estas transformações. O professor como agente de transformação do espaço educativo, necessita acompanhar e incorporar estas mudanças. Neste contexto, ele é o articulador e mediador entre o conhecimento elaborado e o conhecimento a ser produzido, sendo que deverá passar por um processo permanente de formação.

Esta formação não se constitui apenas de acúmulo de cursos, o que firma o caráter desse processo ultrapassa a visão simplista de atualização, devendo pois impor a uma reflexão permanente no fazer docente. Entende-se que a formação continuada deva comportar uma relação essencial e estreita com a dimensão do cotidiano na escola.

Dentro desta perspectiva, evidencia-se que a formação do professor se norteia pela concepção de competência profissional na qual a articulação teoria-prática-reflexão é o eixo central. Partindo do princípio de que cada professor tem sua história, sua experiência e que é sujeito de seu saber, capaz de refletir sobre sua prática e de ressignificá-la, propõe-se uma investigação cujo objetivo principal é a relação entre a formação continuada em Língua Portuguesa e a mudança na prática pedagógica na sala de aula.

Nesta pesquisa são investigadas através de questionários 5 professoras das séries iniciais da escola municipal Professor João Orlando dos turnos manhã e tarde, da rede municipal de ensino. Tal pesquisa está fundamentada no estudo de alguns teóricos como Nogueira &Oliveira (2005), Melo (2000), Imbernón (2004), Andrade (2007), Perrenoud (2002), Queluz (2003), Freire (2004), Parecer CNE/CP 009/2001, Resolução CNE/CP 1/02/02 e também nos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa.

FORMAÇÃO INICIAL E A PROPOSTA CURRICULAR

A formação de professores para atuar na Educação Infantil e as séries iniciais do Ensino Fundamental é feita através dos cursos de Pedagogia com habilitação para o magistério e Normal Superior, lembrando que até o ano de 1996 a legislação educacional brasileira permitia que professores que terminassem o Ensino Médio profissionalizante pudessem lecionar para as turmas iniciais do Ensino Fundamental. Pela nova legislação somente os professores com graduação plena podem ministra aulas em qualquer nível, incluindo aí os que já estão em atividade docente até o ano de 2007 (CNE/CP 009/2001, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura de graduação plena). O parecer normatiza e estabelece um novo paradigma para esta formação, exigindo desses profissionais uma visão holística que atinja todas as atividades teóricas e práticas articulando-as em torno de eixos que redefinem e alteram o processo formativo das legislações passadas.

Segundo Nogueira & Oliveira (2005), a formação inicial docente passou por três momentos históricos distintos. O primeiro centrado no ensino, destacava-se apenas os conteúdos da formação, aliando-se a forma tradicional de compreender a educação no contexto geral, como mera transmissão de conteúdo acadêmico, o segundo centrado na aprendizagem, buscava conhecer os mecanismos que o homem utiliza para construir conceitos e trouxe uma preocupação acentuada com a didática. O terceiro tem como centro a formação, que é na visão dos formadores de professores o mais importante, pois possibilita, mas sem perder de vista o saber docente, o prazer e o significado contidos em uma aprendizagem significativa e eficaz.

A educação brasileira neste momento de transição e de quebra de paradigmas, traz como prioridade a formação inicial e continuada, reconhecendo a importância da formação na sociedade do conhecimento. A este respeito, Melo (2000, p.9) afirma que:

É, portanto imprescindível que o professor se prepara para lecionar na educação na Educação Básica demonstra que desenvolveu ou tenha oportunidade de desenvolver, de modo sólido e pleno as competências previstas para os egressos da Educação Básica, tais como estabelecidas nos artigos 22,27,32, 35 e 36 da LDB 9394/96 e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica.

Reafirma Melo que isto é condição mínima indispensável para qualificá-lo como capaz de lecionar na educação infantil, no ensino fundamental ou no ensino médio. Ainda a mesma autora afirma que muitos jovens que hoje saem da educação superior não satisfazem essa condição mínima, posto que a graduação não supriu as defasagens de aprendizagens trazidas da educação básica. É imprescindível que a formação docente propicie a esses jovens a oportunidade do percurso de aprendizagem que não foi satisfatoriamente percorrido para fazer deles bons professores, que contribuirão na melhoria da própria educação básica.

A proposta curricular dos cursos de formação de professor da Educação Básica traz as diretrizes curriculares como eixo norteador, constituindo um conjunto de princípios, fundamentos e procedimentos a serem observados na organização institucional e curricular de cada estabelecimento de ensino e aplicam-se a todas as etapas e modalidades.

Ao longo de todo o texto (RES. CNE/CP Nº 01, 18/02/02) fica claro que a formação inicial de professores terá a competência como concepção nuclear do curso e a coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor.

A proposta de formação pautada na competência é indiscutivelmente importante tendo em vista que para haver uma profissionalização docente, é necessário que a grade curricular de cada curso contemple diferentes âmbitos de conhecimentos que garantam a formação de competências para a atuação docente.

A articulação entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor é o elo condutor do processo de formação, uma vez que esta articulação deverá possibilitá-lo, a transposição da teoria às situações reais e concretas, numa perspectiva multidisciplinar, em que diferentes saberes se coadunam.

Neste mesmo contexto, Imbernón (2004, p. 45 ) entende que: “As práticas devem servir de estímulo às propostas formais, de maneira a permitir que os alunos interpretem, reinterpretem e sistematizem sua experiência passada e presente, tanto intuitiva como empírica.”

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR EM LÍNGUA PORTUGUESA E A MUDANÇA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

O momento contemporâneo exige profissionais competentes, criativos, dinâmicos e que estejam em constante formação. Nesta perspectiva o professor passa a ter um papel fundamental de articulador e mediador entre o conhecimento elaborado e o conhecimento a ser produzido.

Compreende-se que a formação inicial alcançada geralmente pela conclusão de um curso de nível médio, profissionalizante ou superior, deva ser continuada por um processo permanente e sistemático de atualização, tendo em vista que o desenvolvimento de novos saberes advindos da produção e da divulgação cada vez mais rápida desse conhecimento pelos meios de comunicação, leva a uma busca constante pela ampliação destes saberes. Nesta dinâmica, Imbenón (2004, p.49) destaca que deve-se abandonar o conceito obsoleto de que a formação é atualização científica, didática e psicopedagógica do professor para adotar um conceito de formação que consiste em descobrir, organizar, fundamentar, revisar e construir a prática.

Ratifica-se o conceito do autor que a formação continuada vai além da realização e/ ou atualização de conteúdos de ensino. Requer do professor uma postura essencialmente reflexiva, tendo em vista que a reflexão é pressuposto para a ação.

O professor das séries iniciais é, em toda a sua amplitude, o professor de Língua Portuguesa, posto que o foco em todo o processo é a apropriação, por parte dos alunos, da leitura e da escrita, sendo ele mediador, pois o desenvolvimento da leitura só ocorre se a criança interagir com leitores maduros que, lendo com ela e para ela, lhe permitem familiarizar-se com a atividade de leitura, envolver-se e desenvolver-se nela. Segundo Andrade (2007, p.12), “[...] a sua experiência particular de leitor será fundamental para que ele possa transmitir essa aprendizagem aos seus alunos.”

A formação do professor de Língua Portuguesa constitui uma necessidade tendo em vista que o ensino e a aprendizagem de Língua Portuguesa na escola são resultantes da articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino (PCNs, 1998).

O aluno é o primeiro elemento, é aquele que aprende e que age sobre o objeto a ser conhecido. O segundo é a Língua Portuguesa, a que se fala dentro e fora da escola e que existe nos textos que circulam na sociedade e o último, o ensino, a prática educacional do professor, tendo em vista que é a ação mediadora do docente que desencadeará o esforço e reflexão do aluno para aprender.

Nesta perspectiva, a formação continuada se caracteriza como uma possibilidade para uma possível mudança na prática de ensino, uma vez que oferece ao professor novas aprendizagens.

A prática pedagógica docente tem sido abordada por diferentes autores como Perrenoud (2002); Queluz (2003); Freire(2004) e Andrade(2007).

A formação teórica por si só não conduz uma mudança na prática, é necessário um envolvimento crítico, ou melhor uma reflexão no fazer docente. De acordo com Perrenoud, “A prática reflexiva e o envolvimento crítico, neste contexto, serão considerados como orientações prioritárias da formação dos professores.” (2002, p. 189)

Com esta afirmação este autor destaca a importância da reflexão crítica no ofício do professor, onde a dialética ação-reflexão-ação é o fio condutor deste processo.

Percebe-se que a formação continuada não tem um caráter cumulativo, ou seja, não se constrói por acúmulo de conhecimentos didático-pedagógicos, mas por meio de reflexão crítica sobre a própria prática em interação com os outros elementos da comunidade escolar, como da sociedade (QUELUZ, 2003).

Neste sentido, Freire (2004) completa este pensamento, citando um dos saberes efetivos para a prática docente. Segundo este autor, ensinar exige criticidade, onde a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria-prática, sem a qual teoria pode tornar-se “blábláblá” e a prática “ativismo”.

Para Andrade (2007), a proposta de ação de um professor-reflexivo parte sempre de sua prática, em que é preciso que ele tenha condições de buscar a teoria, o que supõe que se leve em consideração o seu letramento, através de publicações (bibliotecas, livrarias, internet, outros).

Neste contexto, percebe-se que leitura e formação caminham juntas, exigindo a formação permanente do professor, principalmente o professor que trabalha com Língua Portuguesa.

Acredita-se que formar professores é trabalhar com uma situação bastante singular, tendo em vista que para muitos a teoria e a prática não são atividades que se relacionam. Existem discursos muito competentes proferidos por docentes, porém a ação pedagógica é impermeável de mudanças.

Freire (2004, p. 39), ao estabelecer os saberes necessários à prática educativa coloca que: “[...] o próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tal modo concreto que quase se confunda com a prática. O seu ‘distanciamento’ epistemológico da prática enquanto objeto de sua análise, deve dela ‘aproximá-lo’ ao máximo. [..]”

MATERIAL E MÉTODOS

Adotamos o tipo de pesquisa qualitativa, por ser a que melhor se adéqua à metodologia deste estudo e por enfatizar o processo dos acontecimentos, isto é, a sequência dos fatos ao longo do tempo.

Teixeira (2005, p. 141), que: “Na pesquisa qualitativa, o social é visto como um mundo de significados passível de investigação e a linguagem dos atores sociais e suas práticas as matérias- primas dessa abordagem.”

Realizamos uma pesquisa de campo, com utilização de questionário, com perguntas abertas, em que as pesquisadas expressaram usando linguagem própria suas opiniões, para conhecermos se a formação continuada em Língua Portuguesa produziu uma mudança na prática pedagógica das professoras em sala de aula.

A análise e a interpretação dos dados foram realizadas por meio de uma abordagem qualitativa. A pesquisa se deu pelos métodos dedutivo (abordagem) e comparativo (procedimentos), pois a análise do estudo sobre a formação das professoras foi feita através de conclusões e estudo comparativo, aplicando-se o método indução-dedução, uma vez que o motivo do objeto de estudo partiu da observação e acompanhamento no processo de formação em serviço das docentes.

Foi realizado também estudo bibliográfico que deu suporte teórico a esta temática.

O campo de estudo foi uma escola Municipal e a população pesquisada constituiu-se de 5 professoras das séries iniciais, dos turnos manhã e tarde. A escolha deu-se de forma aleatória, com o objetivo de investigar se a formação continuada em Língua Portuguesa contribuiu para uma mudança na prática pedagógica das mesmas.

ANÁLISE DE DADOS

Os dados passaram a ser construídos a partir de uma leitura repetida de cada entrevista, realizando-se uma síntese de cada uma delas. A seguir procedemos a uma nova leitura durante a qual fez-se um recorte dos discursos, a fim de se obter uma aproximação com os significados revelados. Diante das respostas dadas pelas entrevistadas percebemos elementos ou aspectos com características comuns ou que se relacionavam entre si. A seguir com base nestes pontos, criamos duas categorias, denominadas A e B.

Categoria: A – A formação continuada em Língua Portuguesa como forma de mudança da prática pedagógica na visão do corpo docente.

Quando perguntamos às professoras se a formação continuada em Língua Portuguesa mudou sua prática pedagógica e como houve essa mudança, obtivemos as seguintes afirmativas:

“Sim, porque a educação continuada oferece ferramentas para que o docente inove e melhore o seu trabalho.” (P1)

“Sim, pois a formação continuada proporciona mudança, novas descobertas, novas aprendizagens.” (P2)

“Sim, porque melhorou a forma de abordar os conteúdos e a forma de trabalhar a leitura e a escrita.”(P3)

“Sim, pois abriu mais um entendimento quanto à dinâmica do trabalho com os conteúdos de leitura e escrita; deu um novo ritmo à sala de aula, já que a forma como era trabalhada tornava mais difícil para as crianças entenderem.”(P4)

“Sim, proporcionou uma forma mais significativa de trabalhar com os alunos, principalmente na leitura e na escrita.”(P5)

Nas falas das professoras identifica-se claramente que a formação continuada em Língua Portuguesa é importante. Um dos pontos bastantes relevantes citado pelas mesmas, foi a inovação com relação ao trabalho com a leitura e escrita, tendo em vista que na formação perceberam a funcionalidade e a praticidade de trabalhar a leitura como eixo central dos conteúdos. Fica evidente pelo discurso das docentes a aplicabilidade da teoria na sala de aula. Para Imbernón (2004): “a formação será legítima então quando contribuir para o desenvolvimento profissional do professor no âmbito de trabalho e de melhorias das aprendizagens profissionais.”

Categoria: B - A formação continuada em Língua Portuguesa como melhoria na aprendizagem de leitura e escrita dos alunos na visão docente.

Quando perguntamos às professoras se a formação continuada em Língua Portuguesa contribuiu e de que forma para a melhoria na aprendizagem de leitura e escrita dos alunos, obtivemos as seguintes afirmativas:

“Sim, pois o profissional vai tomando conhecimento das inovações técnicas, sendo assim contribui para a melhoria da sua prática que vai influir na aprendizagem do aluno.” (P1)

“Sim, porque a cada dia o processo ensino-aprendizagem sofre mudanças; a forma de ensinar também muda. Antigamente se ensinava de um jeito, hoje a leitura é mais importante.”(P2)

“Sim, as crianças conseguiram aprender mais e ficou mais fácil trabalhar com o texto.” (P3)

“Sim, pois vamos renovando nossos conhecimentos e colocamos em prática, visando à melhoria na aprendizagem das crianças.” (P4).

“Sim, já que cada vez mais a gente vai aprendendo coisas novas para aplicar no dia-a-dia, para melhorar o ensino e a aprendizagem dos alunos.”(P5)

É unanimidade nas falas das professoras que a formação continuada melhorou a qualidade do ensino, onde colocaram que conseguiram maior êxito em relação ao trabalho no processo de aquisição da leitura e da escrita, bem como na aprendizagem como um todo das crianças. Pela fala de P(4), fica claro a importância da articulação da teoria com a prática, tendo em vista que ambas precisam estar concatenadas, pois uma fundamenta a outra.

Segundo Queluz (2003, p. 55):[...] uma nova competência pedagógica nasce na reflexão sobre a prática, no movimento dialético ação-reflexão-ação. Procura-se, pois anular a dicotomia teoria-prática evitando a ação fragmentária.”

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos avanços e das inúmeras pressões que impõem ao professor, neste momento de profundas transformações, a formação continuada em serviço passa a ser uma demanda urgente, pois o mesmo precisa estar preparado para acompanhar, enfrentar e superar os desafios que as mudanças atingem as esferas da vida: política, social, cultural, econômica e pedagógica.

Dentro deste contexto de mudanças e transformações, está o professor das séries iniciais, que é professor principalmente de Língua Portuguesa; que exerce um papel fundamental, já que a ele é dada a responsabilidade, através de estratégias eficazes tornar o aluno capaz de ler, compreender e produzir textos coerentes e coesos.

A formação docente, tanto a inicial quanto a continuada precisa ser sólida, permeada de reflexão crítica, alicerçada em teorias capazes de fornecer aos professores fundamentação para o desenvolvimento de uma prática significativa e transformadora no fazer pedagógico do cotidiano na sala de aula.

Acreditamos que a formação continuada é eficaz quando o profissional docente faz a transposição teoria/prática numa relação de ação-reflexão-ação.

Com essa pesquisa concluiu-se que ainda há profissionais comprometidos em estudar para promover e contribuir para uma aprendizagem eficaz.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANDRADE, Ludmila Thomé de. Professores Leitores e sua formação: Transformações discursivas de conhecimento e de saberes. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental – Língua Portuguesa. MEC/ Brasília, 1998.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 29 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

GUEDES, Paulo Coimbra. A formação do Professor de Português: Que língua vamos ensinar? São Paulo: Parábola, 2006.

IMBERNÓN, Francisco. Formação Docente e Profissional: Formar-se para a mudança e a incerteza. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2004.

MELO, Guiomar Namo de. Formação inicial de professores para a Educação Básica: Uma revisão radical. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, n. 1, p. 98-110, mar. 2000.

NOGUEIRA, Mario Lúcio; OLIVEIRA, Eloíza da Silva Gomes de. Educação a distância e formação continuada de professores: Novas Perspectivas. Colabora, Rio de Janeiro, v.3, n.10, p. 2, Nov. 2005. Disponível em: http://www.ricesu.com.br/ciqead2005 /trabalhos/14.pd>Acesso em: 28 out. 2009.

PARECER CNE/CP 9/2001, Ministério da Educação/ Conselho Nacional de Educação. D.O.U. 18/01/2002, Seção 1, p.31.

PERRENOUD, Philippe. A Prática Reflexiva no Ofício do Professor: Profissionalização e Razão Pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2000.

RESOLUÇÃO CNE/CP 1/2002. Ministério da Educação/ Conselho Nacional de Educação. D. O. U. 9/04/ 2002. Seção 1, p. 31.

QUELUZ, Ana Gracinda. O Trabalho docente: teoria e prática. São Paulo: Pioneira, 2003.

TEIXEIRA, Elizabeth. As três Metodologias: Acadêmica, da Ciência e da Pesquisa. 3 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2005.



[1] Especialista em Administração de Organizações Educacionais e Metodologia do Ensino Superior (INTA – Instituto Superior de Teologia Aplicada e UFPI – Universidade Federal do Piauí); Graduada em Pedagogia- UFPI; Graduada em Letras/Português pela UESPI; Professora formadora de Língua Portuguesa do Programa Qualiescola da rede municipal de ensino. Professora da Universidade Estadual do Piauí – UESPI.

 
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